
Frio, frio, e ainda mais frio, na temperatura dos termómetros, mas muito calor e animação foi o que se viveu na Quinta da Gâmbia, nos dias 18, 19 e 20 de Dezembro.
A aventura começou na estação de Corroios, onde distribuímos o material pelas mochilas de todos, e embarcámos no comboio com destino a Setúbal. Em passo rápido dirigimo-nos para o terminal de autocarros, mesmo a tempo de ver partir sem nós o autocarro que nos deveria levar até perto do local do acampamento. Empilhadas as mochilas no chão foi tempo de jantar, de verificar as alternativas – esperar pelo próximo autocarro… ou esperar pelo próximo autocarro – e telefonar para a Quinta da Gâmbia, para avisar que não estaríamos na paragem do autocarro à hora prevista, onde um jipe nos iria buscar para percorrermos o último troço do percurso.
Foi aí que a simpática D. Ana surpreendeu o Áquelá, ao dizer que o caseiro iria buscar parte do grupo a Setúbal – e logo se escolheram os elementos que iriam começar a montar as tendas, enquanto os restantes esperariam pelo autocarro. Mas a surpresa continuou, porque o Sr. António voltou para buscar o resto do grupo. Quando nos reunimos, foi só acabar de montar a tendas e todos nos preparámos para ir dormir.


No dia seguinte pudemos apreciar a beleza do local onde nos encontrávamos: em plena natureza, num montado de sobreiros e com o estuário do Sado ao fundo. Depois da higiene e do pequeno-almoço, juntámos a lenha necessária para alimentar a fogueira, e foi junto ao seu calor que nos sentámos para ouvir o Áquelá explicar o sistema de progresso e as novas formas de negociar as provas que se vão passar a designar oportunidades pedagógicas – explicação bem ilustrada com uma peça improvisada, com o Rodrigo a fazer de Áquelá! O resto do dia desenrolou-se numa sucessão de tempos de aprendizagem, divertimento, jogos e até um atelier de presépios, em que cada Bando deu largas à sua imaginação e criatividade.


Depois do jantar, teve lugar o Fogo de Conselho: à luz das chamas vivas da fogueira, sucederam-se peças e canções que culminaram numa cerimónia muito solene: a investidura das guias e sub-guias dos bandos preto e cinzento que durante muito tempo ficará não só nas suas memórias, mas na memória de todos os elementos desta Alcateia!
No Domingo acordámos cedo para chegarmos a tempo à Capela da Quinta, para a Eucaristia celebrada pelo Pe. Nuno, assistente do Agrupamento de Cascais, cuja II.ª Secção também estava acampada na herdade.
Após um pequeno passeio, a nossa simpática anfitriã acompanhou-nos até ao local do acampamento onde muito apreciou a organização do nosso campo e todos lhe agradecemos a sua simpatia e hospitalidade.

Começámos a desmontar o campo e a arrumar tudo de novo nas mochilas. Em seguida ao almoço, e de mochila às costas partimos para um percurso de cerca de 2,5km, até à paragem do autocarro que nos levou de volta a Setúbal. Na estação, enquanto esperávamos o comboio, houve ainda tempo para fazer uma avaliação e todos tivemos oportunidade de dizer o que mais e menos gostámos desta Caçada.

Foi com muita animação que fizemos a viagem de regresso. Os pais aguardavam ansiosamente a nossa chegada em pleno cais, e foi nesse mesmo local que fizemos a última formatura de 2009. A Caçada tinha terminado e podíamos partir para viver este período de Natal, com o coração cheio de calor. E a chuva, que simpaticamente parou no início da nossa Caçada, aguardou até este momento para recomeçar a cair…
Racxa