Lembram-se da nossa conversa sobre o: "Sabem foi o KIM?" e a Catarina responde prontamente - é o meu pai.
Gargalhada geral - ora vejam lá se o KIm se parece com Quim pai da Catarina.
A História do Kim
Extracto do livro "Escutismo para Rapazes", de Lord Baden-Powell
Palestra de Bivaque Nº1 - "As aventuras de Kim"
"Um bom exemplo daquilo que um Escuteiro pode fazer encontra-se na história do Kim, da autoria de Rudyard Kipling.
Kim, ou, para lhe darmos o nome completo, Kimball O’Hara, era filho de um sargento de um regimento irlandês da Índia. O pai e a mãe morreram-lhe quando era criança e ele ficou entregue aos cuidados de uma tia.
Por companheiros tinha só rapazes indígenas e
pôde, assim, aprender
a falar a língua deles e a conhecer todos os seus costumes. Ele e um velho
sacerdote ambulante tornaram-se grandes amigos e juntos percorreram todo o
norte da Índia. Um dia, Kim encontrou por acaso o antigo regimento do pai, em
marcha, e quando fazia uma visita ao acampamento foi preso por suspeita de
furto. Encontraram-lhe a certidão de nascimento e outros documentos e o pessoal
do regimento, vendo que ele lhe pertencia, tomou conta dele e mandou-o educar.
Mas, todas as vezes que conseguia ir passar férias fora, Kim vestia-se à moda
indiana e andava entre os indígenas como se fosse um deles.Passado tempo conheceu um certo Lurgan, negociante de jóias antigas e de
curiosidades, o qual,
devido ao conhecimento que tinha dos indígenas, pertencia aos serviços de
informação governamentais.Este homem, descobrindo que Kim conhecia tão bem os hábitos e costumes indígenas, viu que ele poderia vir a ser um elemento valioso dos serviços de informação. Deu-lhe por isso lições sobre a maneira de observar e fixar pequenos pormenores, coisa muito importante na preparação de um explorador.
Preparação de Kim
Lurgan começa por mostrar a Kim uma salva cheia de pedras preciosas de variedades diferentes. Deixou-lhas ver durante um minuto, depois cobriu-as com um pano e perguntou-lhe quantas e que qualidade de pedras vira. A princípio Kim não conseguia lembrar-se senão
de algumas, e não
sabia descrevê-las com exactidão, mas com alguns ensaios não tardou a fixar
tudo muito bem. E o mesmo se fez com muitas espécies de objectos.Por fim, depois de ter aprendido muitas outras coisas, Kim foi nomeado agente do serviço secreto, e recebeu uma senha secreta – a saber, um medalhão ou distintivo para trazer ao pescoço e uma curta frase que, dita de certo modo, indicava que ele pertencia ao serviço.
Kim nos Serviços Secretos
Uma vez que Kim viajava de comboio encontrou um indígena que estava muito ferido na cabeça e nos braços. Explicou ele aos outros passageiros que tinha caído de uma carroça quando se dirigia para a estação. Mas Kim, como bom escuta, notou que os ferimentos eram fundos e não apenas esfoladelas, como seriam se tivesse caído do carro, e não o acreditou.
Enquanto o homem apertava a cabeça com uma faixa, Kim reparou em que ele trazia um medalhão como o seu, que por isso lhe mostrou. O homem
introduziu logo na
conversa algumas palavras secretas e Kim respondeu com os devidos termos. O
desconhecido retirou-se depois com Kim para um canto e explicou-lhe que estava
a desempenhar uma missão secreta, e fora descoberto e perseguido por inimigos
que quase o mataram. Provavelmente sabiam que ele ia no comboio e, portanto,
haviam de telegrafar aos amigos ao longo da via férrea a preveni-los da sua
ida. Precisava de comunicar certa informação a um oficial da polícia e evitar
que os inimigos o apanhassem, mas não sabia como havia de consegui-lo, se estes
estivessem já prevenidos da sua vinda. Kim resolveu-lhe o problema.Há na Índia muitos mendigos sagrados que vagueiam pelo país. São tidos por muito santos e toda a gente os ajuda e lhes dá esmolas e de comer.
Andam quase nus, cobrem-se de cinza e pintam na cara certos sinais. Kim
lembrou-se, por isso,
de disfarçar o homem de mendigo. Para isso, misturou farinha e cinza que tirou
de um cachimbo, despiu o amigo e esfregou-o todo com a mistura. Também lha
aplicou nas feridas, de modo que estas não se notavam. Finalmente, com o
auxílio de uma pequena caixa de tintas que trazia consigo, traçou-lhe na testa
os sinais apropriados, e puxou-lhe o cabelo para baixo, para lhe dar o aspecto
desgrenhado e hirsuto do de um mendigo e cobriu-lho de pó, de modo a que a
própria mãe não seria capaz de reconhecer o disfarçado.Daí a pouco chegaram a uma grande estação. No cais descobriram o oficial da polícia a quem se devia fazer a comunicação. O mendigo disfarçado foi de encontro ao oficial, que o descompôs em inglês. O mendigo respondeu-lhe com um rosário de insultos na língua indígena, no meio dos quais introduziu as palavras secretas. O oficial logo
percebeu por elas que
o mendigo era um agente. Fingiu que o prendia e levou-o para a esquadra
policial, onde lhe pôde falar à vontade e ouvir o que ele tinha a dizer-lhe.Mais tarde Kim conheceu outro agente dos serviços – indígena educado – e pôde prestar-lhe valioso auxílio na captura de dois oficiais que faziam espionagem.
Estas e outras aventuras de Kim merecem bem ser lidas, porque mostram quais os valiosos serviços que um jovem explorador pode prestar ao seu país em ocasiões de emergência, se estiver devidamente preparado e for suficientemente inteligente."
Extracto do livro "Escutismo para Rapazes", de Lord Baden-Powell
Palestra de Bivaque Nº11
Colocam-se vinte ou trinta objectos pequenos numa salva, mesa ou até no chão, tais como dois ou três tipos de botões diferentes, lápis, rolhas, farrapos, nozes, pedras, facas, cordel, fotografias – o que se puder encontrar – e cobrem-se com um pano ou casaco. Faça-se um lista destas coisas e uma coluna em frente desta lista para as respostas de cada rapaz.
Depois descobrem-se os objectos durante um minuto marcado pelo relógio, ou enquanto se conta lentamente até sessenta. A seguir cobrem-se outra vez.
O árbitro retira-se depois com um rapaz de cada vez, que lhe enumera em voz baixa os objectos de que se lembra – ou manda-o escrever os nomes – que se apontam na folha do registo.
O rapaz que se lembrar de mais sai vencedor.
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